As extrassístoles são um tema que levanta muitas dúvidas nos meus pacientes, por isso, resolvi fazer esse post explicando tudo sobre essa condição.

O termo extra-sístole significa uma batida extra do coração, que ocorre ao acaso e que se origina em qualquer cavidade do coração, como os átrios e os ventrículos.

Para que o coração bombeie o sangue de forma adequada, todas as suas regiões precisam estar em harmonia e funcionando em sincronia.

Esse órgão fundamental, responsável por fazer circular 7.571 litros de sangue por dia, pode sofrer de diferentes problemas, como na frequência de batimentos ou na pressão de bombeamento de sangue.

O que são extrassístoles?

As extrassístoles são caracterizadas pelas contrações dos ventrículos antes deles estarem repletos de sangue.

Isso pode ocorrer de duas formas:

  • aleatória,
  • com determinada regularidade entre os batimentos cardíacos.

Ou seja, são batimentos que ocorrem antes do esperado e tem causas, sintomas e diagnóstico específico, que deve ser feito pelo cardiologista.

Quais são as causas da extrassístoles?

Conforme comentei acima, as extrassístoles podem ocorrer aleatoriamente, muitas vezes sem apresentar sintomas nenhumas.

A maioria dos casos não tem motivo aparente, o que é chamado, dentro da medicina, de causa idiopática.

Em alguns casos, elas podem estar relacionadas com problemas cardíacos, como:

Podem ainda estar relacionadas a outros fatores, como:

  • uso abusivo de álcool,
  • drogas, como cocaína e crack,
  • uso de estimulantes, como energéticos e termogênicos,
  • estresse,
  • exercícios físicos exagerados.

Conheça os principais sintomas

A maioria dos pacientes são assintomáticos, mas os sintomas dependem da densidade das extrassístoles. O paciente pode sentir um disparo no peito ou uma sensação do coração batendo mais forte.

Há quem diga que sente uma pequena alternância entre batimentos fracos e mais fortes, seguidos de uma pequena pausa nas batidas.

Infelizmente, alguns pacientes podem apresentar uma evolução da doença para casos mais graves, entre eles a dilatação do coração ou, até mesmo, a insuficiência cardíaca.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico da extrassístole é feito por meio do exame físico que evidencia o ritmo cardíaco irregular.

Para isso, podem-se utilizar dois exames:

Eletrocardiograma: quando as extrassístoles são frequentes, esse exame tem duração de minutos e possibilita a identificação do problema.

Holter de 24h: o paciente fica por 24h com o aparelho que monitora os batimentos, sendo mais fácil diagnosticar as arritmias.

Após o diagnóstico, vem a etapa do tratamento que deve ser individualizado e depende de alguns fatores, como:

  • sintomas do paciente,
  • outras condições no coração que possam causar a arritmia,
  • se há, ou não, perda de função secundária à arritmia.

No caso da condição não trazer maiores riscos para a saúde, nenhum tipo de intervenção é indicada.

É comum, ainda, haver o tratamento medicamentoso ou através de um procedimento chamado de ablação por radiofrequência.

Esse procedimento pode “acabar” com as extrassístoles, diminuindo a necessidade de medicamentos.

Para que o tratamento ocorra corretamente, é essencial manter um acompanhamento com o cardiologista!

Não deixe para cuidar da sua saúde depois, as extrassístoles podem piorar e trazer sequelas.
Você tem algum histórico de problemas cardíacos ou sente os sintomas dessa doença? Agende uma consulta comigo e saiba como está a saúde do seu coração.