A fibrilação atrial é um problema de saúde que traz muitas preocupações para os pacientes e parentes.

Esse tipo de arritmia está diretamente ligada com a formação de trombos, que podem ser os causadores de eventos cardiovasculares.

A melhor maneira para viver bem com esse diagnóstico é por meio da compreensão da doença, assim como dos seus riscos e dos melhores hábitos diários.

Quer saber mais sobre a fibrilação atrial, entender porque ela ocorre e ver minhas dicas para viver melhor com esse diagnóstico? Continue lendo o meu artigo e confira.

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia supraventricular que é caracterizada pela atividade elétrica atrial desorganizada.

Ocorre secundária a múltiplos focos de despolarização atrial e é o tipo de arritmia sustentada mais frequente atualmente. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de um terço de todas as hospitalizações causadas por problemas do ritmo cardíaco são causadas por ela.

Não se sabe a real incidência da fibrilação atrial no Brasil, mas essa doença afeta 0,4% da população mundial e há um aumento de incidência de acordo com a idade. 

A partir dos 50 anos, a cada década que passa, há a duplicação da ocorrência.

Quais são os principais sintomas?

A fibrilação atrial, normalmente, é acompanhada dos sintomas:

  • falta de ar,
  • diminuição da tolerância ao exercício físico,
  • dores no peito e palpitações,
  • tonturas ou sensação de desmaio,
  • mudança do ritmo cardíaco.

A gravidade da doença não se dá pelos seus sintomas em si, mas pela possibilidade do desenvolvimento de quadros de tromboembolismo e da instabilidade hemodinâmica.

Esses podem causar insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou ainda ataque isquêmico transitório.

Como viver bem com fibrilação atrial?

Para evitar todos os riscos da fibrilação atrial, alguns cuidados devem ser tomados. Além do uso de medicamentos recomendados pelo médico, também é importante haver mudanças de hábitos.

Confira as melhores práticas que sempre recomendo para os meus pacientes:

Exercícios físicos

Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, o exercício físico, quando praticado de forma moderada e contínua, é benéfico para viver bem com a fibrilação atrial.

É importante ressaltar que não é recomendada a prática de atividades muito intensas que ultrapassem os limites fisiológicos.

Caminhar tranquilamente, fazer yoga e natação leve são ótimas ideias, mas lembre-se de sempre iniciar suas atividades com o acompanhamento médico devido.

A forte associação com quadro de Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono também faz necessário o tratamento correto dessa patologia, podendo diminuir a recorrência dessa arritmia. 

Além disso, a ingestão de bebida alcoólica em grande quantidade deve ser evitado. 

Faça consultas regulares

Outra prática de extrema importância é fazer consultas regulares para avaliar a fibrilação atrial e suas possíveis consequências para o corpo.

Assim, é possível prevenir acidentes cardiovasculares e promover a saúde como um todo.

O médico cardiologista irá verificar se a dosagem do remédio está correta, auxiliar na perda do peso quando necessária e fazer o controle da frequência cardíaca, analisando se há a complicação do caso. 
Se você quer saber mais sobre a saúde do coração e como prevenir eventos cardiovasculares, não deixe de me seguir no Instagram. Lá dou dicas para que você seja mais saudável e viva bem, ainda que com patologias cardíacas.