A arritmia cardíaca é uma doença caracterizada pelo batimento irregular do coração, o que pode ocorrer por diferentes razões.

Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, essa doença afeta mais de 20 milhões de brasileiros e causa mais de 300 mil mortes súbitas por ano.

Esses dados mostram a importância de haver mais conscientização sobre a patologia, facilitando a identificação precoce desse problema e possibilitando o tratamento adequado e precoce.

Continue lendo o meu artigo e saiba mais sobre a arritmia cardíaca, suas causas, sintomas e método de diagnóstico.

O que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é uma doença caracterizada pela alteração no batimento desse órgão.

Essa patologia pode ocorrer por meio da taquicardia e da bradicardia, caracterizadas pela frequência cardíaca acima e abaixo do normal, respectivamente. 

Também pode haver pausas periódicas no coração.

Existem diferentes doenças que são classificadas como arritmia cardíaca. As mais conhecidas são:

  • doença do nó sinusal,
  • extrassístole,
  • fibrilação atrial ou atrial,
  • arritmia ventricular.

Entre essas citadas, a mais frequente é a fibrilação atrial que, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é a responsável por um terço de todas as hospitalizações causadas por anormalidades no ritmo cardíaco.

Essa doença, assim como outros tipos de arritmia cardíaca, tem como principal consequência o aumento de eventos cardiovasculares, como o AVC.

Quais são as possíveis causas da arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca ocorre por problemas na condução elétrica do coração, que pode ter como causa:

  • perda de eletrólitos,
  • desidratação,
  • fatores climáticos,
  • doenças pulmonares,
  • problemas no equilíbrio ácido-base,
  • falta de oxigênio nos tecidos cardíacos,
  • uso excessivo de estimulantes.

Como resultado desses fatores, o ritmo do órgão fica fora de situação.

Além disso, a doença também pode ser causada por anomalias genéticas hereditárias que podem se manifestar ainda em idades tenras. Alguns exemplos são:

Vale ressaltar ainda que o desenvolvimento de arritmia cardíaca aumenta com o passar dos anos, como consequência natural do envelhecimento.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de uma arritmia cardíaca, normalmente, ocorre após o paciente presenciar sintomas que são considerados preocupantes, como palpitações no peito, fadiga, tonturas e desmaios.

Esses sinais levam a preocupação e fazem as pessoas procurarem por um cardiologista que fará a ausculta do coração, verificará a frequência cardíaca e pedirá exames que evidenciam a irregularidade do ritmo, como o eletrocardiograma em repouso, em estresse ou por meio do Holter 24h.

Esses exames são indolores e ocorrem com a colocação de eletrodos no peito do paciente. 

No caso de envolver um fator de estresse, pode haver a ingestão de medicamentos ou a prática de exercícios físicos de forma monitorada para verificar os movimentos de contração e relaxamento do órgão.

O diagnóstico também pode ocorrer por meio de checagens preventivas que são recomendadas, principalmente, para quem têm maiores riscos do desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Como é o tratamento da arritmia cardíaca?

O tratamento da arritmia cardíaca pode variar de acordo com a origem do problema, mas, geralmente, envolve o uso de medicamentos para fazer o controle da condução elétrica do órgão.

No caso da bradicardia, pode ser recomendado o uso de marcapasso, um equipamento que faz a desfibrilação por meio de descargas de choques.

Também há a possibilidade de ser necessária a realização de procedimentos, como:

  • cardioversão elétrica: aplicação de uma corrente elétrica para despolarizar o miocárdio e reverter a arritmia cardíaca,
  • ablação cardíaca: eliminação das células que são as causadoras da anormalidade no ritmo do coração.

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