A dislipidemia tem como característica o aumento no colesterol LDL e a presença de triglicerídios no sangue.

Essa patologia pode, ainda, ocorrer quando há a diminuição considerável no colesterol HDL.

A incidência desse problema varia bastante entre grupos populacionais distintos, mas estima-se que 20 milhões de brasileiros sofram com altos níveis de gordura no sangue e que metade não conte com um diagnóstico.

Dos que sabem, metade não faz nenhum tratamento e a outra faz acompanhamento médico. 

No entanto, a maioria desconhece que a dislipidemia está diretamente relacionada com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Continue lendo e saiba mais.

O que é dislipidemia?

Para entender o que é dislipidemia, é essencial entender mais sobre o colesterol, um tipo de gordura que o corpo humano precisa, uma vez que faz parte das células de diferentes órgãos.

O colesterol se divide em dois tipos:

  • LDL: gordura que pode se acumular nas artérias, bloqueando a passagem de sangue,
  • HDL: é o famoso “colesterol bom”, que consegue extrair o LDL dos vasos sanguíneos.

Dessa forma, a dislipidemia pode ocorrer quando há o excesso de LDL, a ausência do HDL ou os dois de forma conjunta.

Qual é a relação entre a dislipidemia e as doenças cardiovasculares?

Quando há excesso de LDL, ocorre a formação de ateromas, ou seja, de placas de gordura. Nesses casos, o paciente é diagnosticado com aterosclerose.

A área que conta com a placa, então, começa a passar por um processo inflamatório e, no seu decorrer, há a calcificação da gordura, o que dificulta a passagem do sangue.

Mas, o maior problema ocorre quando esses acúmulos de gordura se rompem ou se desprendem, desencadeando trombos que podem obstruir completamente o fluxo sanguíneo e causar:

Vale ressaltar, ainda, que a formação das placas ocorre sem haver nenhum sintoma, por isso, a doença é considerada silenciosa, deixando-a ainda mais perigosa.

O que causa o aumento no colesterol?

As dislipidemia pode ser causada por diversos fatores que estão relacionados com a genética e com os hábitos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, existem mutações nos genes que podem causar alterações no colesterol, mas, normalmente, o problema aparece apenas quando os pacientes não contam com uma rotina saudável.

Há cerca de 20 síndromes genéticas que, por si só, conseguem trazer consequências, mas elas são raras e nem sempre são transmitidas para os filhos.

Além da questão genética, a presença de outras doenças também pode influenciar na dislipidemia, especialmente a obesidade e a diabetes.

Em relação aos hábitos, a quantidade de gordura ingerida e o sedentarismo influenciam no aumento da gordura e no depósito de placas nos vasos sanguíneos.

Como evitar problemas cardiovasculares causados pela dislipidemia?

Como já falado, a dislipidemia tem sérias consequências para o paciente quando não é controlada, podendo, até mesmo, o levar a óbito.

Por isso, recomendo que você faça o acompanhamento da sua doença com um cardiologista. Esse especialista traçará o tratamento mais adequado e realizará exames para analisar o grau da formação de placas.

O tratamento da dislipidemia, normalmente, envolve a mudança dos hábitos alimentares, como:

  • diminuição na gordura saturada,
  • redução de açúcares,
  • inserção de mais plantas na dieta,
  • diminuição da ingestão de álcool,
  • consumo diário de proteína de soja e fibras.

Além disso, também recomenda-se a cessação do tabagismo e o controle do estresse, assim como a realização de exercícios físicos após os devidos exames para garantir a segurança do paciente.

Em casos mais sérios, o médico também pode recomendar o uso de medicamentos.
Continue lendo no meu blog e saiba quando é necessário marcar uma consulta com um cardiologista!