Você já ouviu falar em coronariopatias? Elas são um grupo de doenças que acometem as coronárias, ou seja, as artérias que irrigam o coração.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, trata-se uma das principais formas de apresentação das patologias cardiovasculares e é destaque entre as doenças do século XXI, principalmente pela sua alta morbidade e mortalidade.

Estima-se que cerca de 12% a 14% dos homens e 10% a 12% das mulheres com idades entre 65 e 84 anos tenha angina, dor no peito caracterizada pela falta de sangue que está diretamente relacionada com problemas nas coronárias.

Nesse artigo vou falar mais sobre as coronariopatias, explorando suas principais consequências, o seu diagnóstico e o tratamento.

O que são coronariopatias?

Como já falado, as coronariopatias são um grupo de doenças que acometem as coronárias, as artérias que irrigam o coração.

Têm como principal função levar o sangue rico em oxigênio para todas as células do corpo, o que é essencial para a respiração celular.

Elas ainda fazem com que o músculo cardíaco tenha capacidade para trabalhar de forma adequada.

Esse problema nas coronárias pode ocorrer por diversas razões, mas, na maioria dos casos, está relacionada com a deposição de placas de colesterol ruim nas artérias.

Os pacientes mais suscetíveis a esse problema são aqueles que contam com mais de um fator de risco, como:

Quais são as consequências da coronariopatias?

As coronariopatias podem causar várias consequências, dependendo diretamente da sua causa.

Como já falado, os casos, na maioria das vezes, ocorrem pela formação de placas de colesterol, o que pode causar obstruções significativas, gerando comprometimento da chegada de sangue em determinado território do coração.

Quando essa placa gera uma estenose importante pode comprometer a chegada do sangue no coração, o que é sentido quando o paciente faz determinados esforços, o que necessita de um maior desempenho do músculo cardíaco.

Nesses casos, o suprimento sanguíneo é inadequado e o músculo cardíaco sofre, gerando o quadro de angina, que seria a dor torácica em aperto. Também há outros sintomas, como:

  • falta de ar,
  • palpitações,
  • sensação de desmaios,
  • náuseas,
  • vômitos.

Além disso, ainda há o risco da placa de colesterol se romper, o que pode gerar um quadro de dor torácica súbita e levar a um quadro de infarto agudo do miocárdio.

Normalmente, nessa situação há a morte de células cardíacas e o paciente pode ficar com sequelas, gerando um quadro de insuficiência cardíaca. 

Como é feito o diagnóstico dessas doenças?

O diagnóstico é feito por meio da anamnese do paciente, com o preenchimento de um score de risco, análise dos sintomas e alguns exames, como:

  • ECG,
  • teste ergométrico (teste da esteira)
  • Cintilografia miocárdica
  • Angiotomografia de coronárias e cateterismo cardíaco.

Vale ressaltar que muitas vezes o diagnóstico das coronariopatias ocorre apenas após o paciente ter vivenciado um evento cardiovascular, como o infarto, por isso, é importante, ao ter algum sintoma ou histórico familiar de alguma doença desse tipo, fazer visitas regulares ao médico.

Como é o tratamento das coronariopatias?

O tratamento dependerá diretamente de cada caso, mas, em geral, envolve a prevenção, tanto primária quanto secundária, bem como o tratamento.

A prevenção primária é indicada para os pacientes que ainda não tiveram infartos e a secundária é para aqueles que já passaram por esse evento. Ambas envolvem uma dieta balanceada, a prática de exercícios físicos e a interrupção do tabagismo.

Já o tratamento pode envolver cirurgias e o uso de medicamentos para melhorar o fluxo sanguíneo e exige o acompanhamento de um médico especializado na área.

Se você ainda tem dúvidas ou quer deixar os seus exames em dia para prevenir ou tratar as coronariopatias, conte comigo! Sou cardiologista e atuo em Natal, no Rio Grande do Norte.

Marque sua consulta e se certifique que está tudo bem com a sua saúde.