Muitos de nós conhecemos pacientes que são hipertensos, diabéticos e fazem uso de aspirina (AAS).

Mas será que essa prática é, realmente, recomendada e não apresenta nenhum risco para as pessoas?

A verdade é que esse é um medicamento que pode ser muito benéfico, mas nem sempre é recomendado para todos os pacientes.

Para falar mais sobre esse tema e tirar dúvidas que possam estar envolvidas, criei este artigo.

O que é aspirina?

Segundo a The International Aspirin Foundation, anualmente são produzidas em todo o mundo 40 mil toneladas de aspirina, número que mostra como esse medicamento é conhecido e tomado globalmente.

Ela é, quimicamente, o ácido acetilsalicílico, uma substância que pode ser derivada de uma planta chamada Salix alba, utilizada desde a antiguidade por suas propriedades antitérmicas.

Foi apenas em 1920 que um laboratório conseguiu produzir esse composto de forma industrial, método que permanece até os dias atuais.

Uma curiosidade interessante sobre a aspirina é que se acreditava que ela fazia mal ao coração e era evitada por essa razão. Foram realizados diferentes estudos para provar que isso não era verdade.

Quando a aspirina é indicada?

De acordo com a sua bula, ela é indicada para:

  • alívio de dores leves a moderadas, como de cabeça, de dente e muscular,
  • alívio dos sintomas nos resfriados ou gripes,
  • alívio da febre.

Além disso, também é utilizada popularmente por pacientes hipertensos e diabéticos para prevenir doenças cardiovasculares.

O uso de aspirina realmente afeta doenças cardiovasculares?

Há 10 anos, poucos estudos questionavam o uso da aspirina naqueles pacientes que não tiveram eventos como infarto e AVC.

Mas as novas pesquisas trazem para a gente a informação de que o AAS não apresenta o potencial benefício que supostamente tinha antes, visto que nos estudos de anos atrás não havia drogas como estatinas, bem mais eficazes na diminuição de mortalidade.

Na Cardiologia é assim, a Medicina baseada em evidências nos atualiza diariamente a respeito da melhor conduta a ser tomada para nossos pacientes!

Hoje, temos que individualizar caso a caso e usar marcadores de gravidade que nos orientem se determinada pessoa vai ter ou não benefício do uso da medicação.

Em resumo, nem todo paciente hipertenso, diabético ou com colesterol alto vai precisar de aspirina.

Temos um medicamento que tem um potencial benefício nos pacientes com maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, mas é importante lembrar que ele também oferece riscos, como sangramento gastrointestinal, geniturinário, dentre outros.

Vale ressaltar que essa discussão é válida apenas para a prevenção de eventos cardiovasculares. No caso de pacientes que já passaram por um infarto ou AVC, por exemplo, o uso da aspirina não é tão questionável. Ainda assim, sempre é necessária recomendação médica pra fazer uso do AAS ou qualquer outro medicamento.

Visite um médico especializado

Procure o seu cardiologista para que ele possa avaliar o real benefício dessa medicação no cenário atual de tantos outros medicamentos com evidências mais robustas.

Apenas por meio de uma avaliação física, de uma conversa e, se for necessário, de exames, o médico saberá como está sua saúde e poderá recomendar o melhor método de prevenção e tratamento.

Esse passo é essencial para garantir um atendimento personalizado e ideal para cada paciente, considerando o seu histórico médico e estado atual de saúde.

Se você está procurando por uma cardiologia em Natal, conte comigo! Marque sua consulta e vamos conversar sobre seu estado de saúde e vamos avaliar suas necessidades médicas.