As valvopatias são doenças que afetam o coração e provocam sérias consequências caso não sejam tratadas, podendo levar à insuficiência cardíaca e ao óbito.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, essas patologias representam uma parcela significativa das internações causadas por doenças cardiovasculares.

O seu tratamento depende diretamente do nível de evolução e das individualidades de cada paciente.

Continue lendo e saiba mais sobre as valvopatias e seu impacto na saúde.

O que são valvopatias?

Assim como o nome já sugere, são as doenças que afetam as valvas do coração.

Caso você não saiba, nós temos 4 valvas cardíacas: a mitral, a tricúspide, a aórtica e a pulmonar.

Elas têm como função fazer o controle da direção e do fluxo sanguíneo para promover uma circulação adequada para todo o corpo, assim como também determinam o momento em que o sangue passa nas câmaras, tanto para entrar no coração quanto para sair.

Ou seja, são como se fossem portas que se mantêm abertas para o sangue passar e fecham para evitar que ele retorne, o que é chamado de refluxo.

Dessa forma, as valvopatias ocorrem quando há alterações em uma valva, que pode se tornar mais estreita ou ter problemas para fechar, se tornando insuficiente.

Vale ressaltar que isso pode ocorrer tanto de maneira isolada quanto coexistir com outras enfermidades. Além disso, também é possível que uma mesma valva seja mais estreita ou ainda tenha problemas para fechar.

Dependendo do defeito que existir, pode haver dificuldade para o sangue passar por essa “porta”, gerando uma obstrução na passagem sanguínea. Isso é chamado, dentro da cardiologia, de estenose.

Há a possibilidade ainda, no caso dela ser insuficiente, de haver o desenvolvimento de um quadro de refluxo, prejudicando toda a circulação.

Quais são as doenças que podem causar valvopatias?

As valvopatias podem ser causadas por diferentes razões, como traumas, deformidades congênitas ou ainda patologias.

Entre as principais doenças, posso ressaltar:

  • febre reumática,
  • endocardite infecciosa,
  • infarto agudo do miocárdio,
  • prolapso valvar.

Há ainda a possibilidade de ser provocada pela degeneração natural dos tecidos pela idade.

Como é feito o diagnóstico de valvopatias?

O diagnóstico das valvopatias ocorre por meio de diferentes etapas, mas sempre se inicia com a realização do exame físico com a ausculta cardíaca por um especialista.

Como há a possibilidade de mais uma válvula ser afetada, os sintomas tendem a variar bastante entre si, não podendo ser o único fator considerado.

No caso de valvopatia mitral, por exemplo, é comum haver palpitações. Já nos problemas na valva aórtica, os pacientes tendem a se queixar de dores torácicas após esforços físicos.

Mas todas elas podem evoluir com sintomas de insuficiência cardíaca, como:

  • tosse com ou sem sangue,
  • chiado,
  • fadiga,
  • dificuldade para respirar durante esforços físicos ou deitada.

Após uma conversa para analisar os sintomas e a ausculta, o médico pede exames para confirmar o diagnóstico e avaliar o grau de adoecimento da valva. Em geral, os mais utilizados para isso são:

  • eletrocardiograma,
  • raio-x do tórax,
  • ecocardiograma.

Qual é o tratamento?

O tratamento só pode ser traçado após uma análise completa dos sintomas do paciente, assim como os fatores complicadores de cada caso e o grau das valvopatias.

Existem pacientes que precisam apenas fazer um acompanhamento periódico para analisar se há o agravamento ao longo dos anos, outros necessitam de medicamentos e há ainda aqueles que devem passar por procedimento cirúrgico.

Nesse último, pode ocorrer de duas maneiras: aberta ou percutânea.

Enquanto a cirurgia aberta é indicada para os pacientes em geral, a percutânea é ideal para indivíduos de alto risco cirúrgico, como:

  • idade elevada,
  • existência de outras patologias cardiovasculares,
  • obesidade,
  • tabagismo,
  • diabetes mellitus.

Agora que você já sabe mais sobre valvopatias, continue lendo no blog e saiba quando é preciso marcar uma consulta com um cardiologista.